Educação para uma vida saudável

Com o objetivo de promover temas ligados à saúde, em especial relacionados com prevenção e qualidade de vida, além de dicas para uso consciente do seu plano de saúde, a Fundação Libertas divulga matérias de interesse dos usuários.

O segredo do envelhecimento saudável está na alimentação

Falta de nutrientes e desidratação podem desencadear várias doenças e até levar a morte

Nos últimos 20 anos, o número de idosos mais que dobrou e, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), corresponde a 12% da população. Mas, nem todos os brasileiros envelhecem de forma saudável. Para o geriatra dr. Ronaldo Delmonte Piovezan, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o segredo para se ter qualidade de vida está na alimentação.

- A dieta do idoso deve priorizar três nutrientes: proteína, cálcio e vitamina D. A combinação dessas substâncias vai contribuir para a prevenção de doenças comuns nessa faixa etária, entre elas, infecções, osteoporose, demência, Alzheimer e fraturas.

O problema, segundo o médico, é que essa recomendação não é adotada pela maioria das pessoas acima dos 60 anos. Entre os motivos, o dr. Piovezan cita falta de apetite, diminuição do paladar, problemas de digestão, constipação e resistência para mudar hábitos de vida.

Para driblar esses obstáculos, o especialista recomenda fracionar a quantidade dos alimentos ao longo do dia, ou seja, "consumir de 20 g a 30 g de proteínas por refeição, ingerir 500 mg de cálcio de duas a três vezes por dia e tomar banho de sol diariamente".

- A proteína e o cálcio podem ser encontrados no leite, iogurte, carne, frango e peixe, mas se o idoso tiver dificuldade de ingerir essa quantidade de nutrientes diariamente, pode recorrer a um suplemento nutricional em pó. O mercado oferece o produto específico para essa faixa etária que deve ser consumido junto com as refeições.

De acordo com o médico, esses nutrientes vão ajudar no fortalecimento da massa muscular, que a partir dos 60 anos reduz em uma velocidade acelerada, de 3% ao ano.

O médico lembra ainda que o enfraquecimento da saúde muscular e óssea prejudica a independência da execução das atividades rotineiras. Outro ponto destacado por ele é em relação à hidratação. Como o idoso não costuma sentir sede, é comum ele esquecer de beber água.

- A desidratação é a principal causa de delírio, o que muitas vezes pode ser confundido com outras doenças mais graves. Mas, o quadro é potencialmente reversível e, se não tratado, pode levar à morte.

Para facilitar a ingestão de líquidos, o geriatra orienta consumir 10 copos de água, suco ou e chá ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.

- Essas atitudes associadas a prática regular de atividade física garantem a manutenção do peso, a prevenção de doenças e a qualidade de vida.

Autor: Fabiana Grillo
Fonte: R7

Fique em forma nas quatro estações do ano

Nutrólogo dá dicas para evitar ganho de peso no inverno e explica como fazer para que tais medidas sejam efetivas durante o ano todo

O inverno engorda. O frio provoca mais fome, menos sede e uma predisposição para alimentos calóricos. No entanto, exercícios físicos realizados nesta época são mais efetivos, pois o gasto de energia é maior. Apesar de todos esses fatores, há um detalhe importante a ser lembrado. A preocupação com a forma física e com a saúde não deve ser sazonal. "A alimentação saudável não deve ficar restrita somente ao inverno. Esta deve ser uma prática diária, não importando a época do ano", explica o nutrólogo do Hospital Villa-Lobos, André Veinert.

O tão conhecido ganho de peso no inverno deve-se ao maior gasto de energia diária do organismo para manter a temperatura do corpo. Este mecanismo ajuda o corpo a produzir calor e manter a temperatura nos níveis normais. "Além do aumento do metabolismo basal no inverno, sentimos menos sede, pois também perdemos menos líquido nesta época", diz o médico. O inverno pode produzir também alterações na pele, no sistema digestivo e até no sistema cardiovascular. Mas o especialista ressalta que como o Brasil é um país tropical essas mudanças não são tão expressivas.

No entanto, vale ficar de olho no que é consumido no inverno, já que nesta época a preferência é por alimentos quentes e calóricos, com maior concentração de açúcares e gorduras. A dica, segundo ele, é apostar nos alimentos protéicos, nos períodos de maior fome, já que eles dão sensação de saciedade mais rápida e por tempo mais prolongado que o carboidrato. É importante também evitar frituras e optar por alimentos cozidos ou assados. "Caso haja vontade pelos doces, uma dica é cozer frutas como banana, maçã ou pera e polvilhar com canela", recomenda.

No caso das bebidas, o nutrólogo orienta optar por versões lights, desnatados ou naturais - como os chás que possuem pouquíssimas calorias. ? e ficar longe de bebidas alcoólicas ? que são altamente calóricas. "Vale a pena inventar e diversificar. Frutas com leite desnatado, chás, café, chocolate quente e cappuccino com leite desnatado são dicas menos calóricas no inverno", observa.

Além de cortar calorias nas refeições, o médico salienta que a prática de atividades físicas no inverno é uma boa medida, desde que haja continuidade. "A eficiência da atividade física pode ser potencializada no inverno desde que praticada o ano todo", afirma. Alimentação saudável e atividades físicas devem assim fazer parte do roteiro em todas as estações do ano.

Autor: Cintia Ferreira
Fonte: Ecco Press Comunicação

Idosos vivem por mais tempo e doentes

A pesquisa aponta que os idosos acabam convivendo mais tempo com doenças típicas de sua faixa etária

A expectativa de vida da população brasileira cresceu nos últimos anos, mas os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, pois convivem por mais tempo com doenças crônicas típicas de sua faixa etária. Isso é o que apontou uma pesquisa conduzida pelo médico geriatra Alessandro Gonçalves Campolina, que faz parte de um estudo, chamado Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), que vem sendo desenvolvido na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

Campolina é autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade, ou seja, se o intervalo entre o aparecimento da doença e a morte estava diminuindo e se o aparecimento da doença estava sendo postergado para os últimos anos de vida. Para ele, a pesquisa demonstrou que, no caso específico de São Paulo (Campolina acredita que esses números se assemelham aos do restante do país, embora nenhum estudo semelhante tenha ocorrido em outros lugares do Brasil), está ocorrendo um fenômeno oposto: a expansão da morbidade o que, segundo ele, é um aspecto negativo, pois a população passa mais tempo doente.

Em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer no Brasil era 74 anos e 29 dias, o que representou um incremento de três anos, sete meses e 24 dias sobre o indicador de 2000. Praticamente no mesmo período, entre 2000 e 2010, a pesquisa desenvolvida por Campolina detectou que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, pois convivem por mais tempo com doenças crônicas típicas de sua faixa etária.

"Esse projeto é parte de um estudo maior, que é o Sabe, que vem acontecendo na faculdade desde 2000. É um estudo populacional que tem uma amostragem das diversas regiões representativas de São Paulo e que vem seguindo essa população de idosos, com mais de 60 anos, desde 2000, fazendo avaliações periódicas e incluindo novas populações de idosos para fazer comparação entre gerações. Em 2000 foram acompanhados 2.143 idosos, que passaram a ser seguidos pelo projeto, em domicílio. Já em 2010 foi feita uma nova comparação", explicou.

Segundo Campolina, a pesquisa avaliou o impacto das doenças crônicas que acometem a população idosa em termos de expectativa e de qualidade de vida. "Se as pessoas continuassem vivendo no estado em que elas estão agora, com as doenças crônicas, as doenças seriam mais frequentes e haveria mais comprometimento da qualidade de vida", disse. Quando se fala de doenças crônicas relacionadas à população idosa, explicou Campolina, a pesquisa refere-se principalmente à hipertensão arterial, diabetes, às doenças cardíacas, à doença pulmonar crônica, às doenças mentais, como depressão e demências, às doenças articulares, como artrite e artrose, e às quedas.

Mas a pesquisa, de acordo com Campolina, também demonstrou que, caso fossem desenvolvidas políticas públicas preventivas voltadas para a população idosa, a situação poderia ser alterada. "O estudo fez a análise de outros cenários possíveis, ou seja, se essas doenças fossem prevenidas. Isso mostrou que este processo estaria sendo revertido. Aí a população ganharia mais anos de vida e mais anos de vida saudáveis", falou em entrevista à Agência Brasil.

"Se houvesse estratégias que evitassem que as pessoas desenvolvessem a doença cardíaca, por exemplo, praticando atividades físicas e tendo uma nutrição adequada, você teria mais anos de expectativa de vida saudável. E se as pessoas já têm a doença instalada e mesmo assim fizessem esforço para tratamento adequado e controle dessa doença, também haveria um impacto positivo na expectativa de vida saudável".

Para Campolina, as políticas públicas de prevenção voltadas para os idosos ainda "são insuficientes" no país. "A grande questão do estudo são as políticas de prevenção e de controle das doenças crônicas. Uma questão que acho muito importante é que nessa população específica de idosos, muitos acreditam que não vale mais a pena fazer a prevenção. Há o preconceito de que as doenças já estão instaladas, que as pessoas já estão no fim da vida, mas o estudo mostra exatamente o contrário, inclusive nas pessoas de idade mais avançada. Se as doenças fossem prevenidas e houvessem políticas de atividade física, nutrição, combate ao tabagismo e controle dessas doenças com tratamento adequado, provavelmente essa população viveria melhor, mesmo os mais idosos", disse. (Agência Brasil)

Próstata: câncer em homens cada vez mais jovens

Alimentação ruim e estresse são duas das principais causas dos tumores

Homens estão desenvolvendo o câncer de próstata cada vez mais jovens. É o que mostra levantamento feito em todo país feito pelo médico urologista mineiro Álvaro Luiz Barbosa de Morais. O especialista está, desde sábado, no Congresso Americano de Urologia, em San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde apresenta os números. Em Minas Gerais, de acordo com o especialista, um homem de 34 anos teve a doença, comum em pessoas acima dos 50 anos.

O estudo foi feito com base nos pacientes de Morais e mostra que, nos últimos dez anos, houve um decréscimo na idade dos homens com a doença. Segundo o urologista, em 1992, o percentual da população entre 40 e 55 anos com o câncer era de 5%. Em 2012, subiu para 44%.

No início da década de 1990, não havia registro de pacientes com menos de 40 anos que tivessem contraído a doença. Porém, no ano passado, a faixa etária foi responsável por 1% dos casos com câncer de próstata.

A pesquisa também demonstrou que a incidência do câncer entre os maiores de 55 anos caiu. O médico, no entanto, não divulgou números absolutos de pacientes investigados. "Primeiro, o câncer acometia somente homens com 50 anos ou mais. Depois, passou a atingir pessoas na faixa dos 40 anos. Porém, nos últimos cinco anos, tivemos, pelo menos, dois casos de homens com menos de 40 anos com a doença em Minas", destacou.

Segundo o urologista, neste ano, um homem de 34 anos foi diagnosticado com a doença na cidade de Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte. Há cinco anos, o médico também atendeu outro mineiro, de 38 anos, com o câncer de próstata.

Álvaro Luiz de Morais explicou que há vários fatores que estão levando os homens a desenvolverem a doença cada vez mais cedo. Segundo ele, a maioria dos pacientes com menos de 50 anos é de classe média alta e tem um cargo ou tipo estressante de trabalho. "Muitas vezes, esses casos estão diretamente ligados ao estresse, à depressão, à má alimentação, ao sedentarismo e à obesidade", explicou.

A oncologista e coordenadora do Centro de Especialidades Médicas da Santa Casa de Belo Horizonte, Maria Nunes, explicou que a precocidade também se deve ao histórico familiar. "Se um parente próximo tem a doença, como um pai, irmão ou tio, a chance de um homem mais jovem ter a doença é seis vezes maior que de uma pessoa que não tem esse histórico. É uma questão de genética", explicou a oncologista.

Porém, o caso registrado em Caeté não tinha nenhuma dessas características. "Foi uma raridade. Ele é magro, trabalhador, não fumante e não tinha nenhum histórico da doença na família. Nós descobrimos o câncer dele em um estágio bem avançado, mas foi possível operá-lo, e ele está bem", relatou Morais.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a expectativa é de que, neste ano, 8.845 homens desenvolvam o câncer de próstata em Minas. Não há balanço com os números de casos e óbitos no ano passado.

TOQUE

Preconceito ainda atrasa diagnóstico

O preconceito dos homens em fazer o exame de toque, que identifica o câncer de próstata, é uma das principais dificuldades no combate da doença. No Brasil, no ano passado, cerca de 60.180 homens tiveram a doença, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Segundo o urologista paulista Mário Alves, muitos homens descobrem o câncer em um estágio mais avançado da doença por que não fizeram o exame. "Eles só procuram o médico quando começam a sentir dor para urinar ou identificam sangue na urina", disse o urologista.

Esse foi o caso do vendedor de 52 anos, que preferiu anonimato. "Eu não fiz o exame por preconceito. Quando fui ao médico, o câncer já estava bem avançado. Agora, estou arrependido", contou. (Natália Oliveira - O Tempo Online)

Hospital encontra excesso na indicação de cirurgia de coluna

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Um programa do hospital Albert Einstein está reavaliando indicações de cirurgias de coluna. Em dois anos, dos 1.679 pacientes que chegaram com pedido médico para a operação, só 683 (41%) foram confirmados como realmente necessários.

Os resultados foram apresentados anteontem em fórum internacional de qualidade e segurança do paciente, em Londres.

O programa atende pacientes particulares e de planos de saúde (Bradesco, Marítima e SulAmérica), que são encaminhados pelo próprio convênio para uma segunda opinião médica.

Além do diagnóstico, o acordo entre o hospital e os planos prevê reabilitação para os casos não cirúrgicos.

A iniciativa está causando polêmica entre os cirurgiões cujos diagnósticos foram questionados. O caso foi discutido na câmara técnica de implantes da AMB (Associação Médica Brasileira), que o encaminhou ao Conselho Federal de Medicina.

"Isso fere um preceito básico da ética médica que é um médico interferir ou mudar a conduta de outro. A indicação de cirurgia é prerrogativa do médico do paciente", afirma o neurocirurgião Marcelo Mudo, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

O excesso de cirurgias de coluna e as sequelas (perda da mobilidade, por exemplo) que ocorrem quando ela é mal indicada são largamente documentados em estudos. Os procedimentos custam até R$ 200 mil e mais da metade desse valor se refere a dispositivos (pinos, parafusos etc).

Nos EUA, o número e os custos dessas cirurgias dispararam na última década e elas estão agora na mira do governo federal. Há a suspeita de que os médicos estejam indicando mais porque ganham benefícios da indústria.

Segundo o médico Claudio Lottenberg, presidente do Einstein, o projeto é uma tentativa de evitar esses conflitos e padronizar procedimentos. "Queremos o melhor para o paciente e para o sistema de saúde como um todo, não para a fábrica de implantes."

Os planos de saúde que participam da iniciativa economizaram R$ 54 milhões com as cirurgias não realizadas. Lottenberg diz que o grupo segue estritamente protocolos clínicos e não há intenção de favorecer convênios.

O médico Mario Ferretti, gerente de ortopedia do Einstein, afirma que a maioria das indicações cirúrgicas desnecessárias era relativa a diagnósticos associados a outras doenças não detectadas.

"O paciente pode até ter uma hérnia de disco, mas pode ser que outras patologias, como fibromialgia ou esclerose múltipla, sejam a real causa da dor na coluna."

No hospital, a equipe de atendimento tem ortopedistas, fisiatras e fisioterapeutas. "Não colocamos cirurgiões de propósito, para não ter viés. Os clínicos estão capacitados a fazer o diagnóstico. Se há dúvida, acionamos os cirurgiões", diz Ferretti.

Segundo dados do projeto, pacientes que adotaram tratamentos não invasivos, como fisioterapia, tiveram redução da dor e relataram melhoria de qualidade de vida.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1265817-hospital-encontra-excesso-na-indicacao-de-cirurgia-de-coluna.shtml.

A luta contra o Parkinson

No Dia Mundial da Doença de Parkinson, a CH On-line apresenta alguns avanços recentes nos estudos e tratamentos da enfermidade, que ainda não tem causa nem cura conhecidas.

Em 1997, a OMS estabeleceu 11 de abril o dia mundial do Parkinson, visando aumentar a conscientização sobre as necessidades daqueles que sofrem com a doença - 1 a 2% da população mundial acima dos 65 anos. (imagem: Anses/ Flickr - CC BY-SA 2.0)

Hoje, 11 de abril, é o Dia Mundial da Doença de Parkinson. A data faz referência ao nascimento de James Parkinson, médico inglês que descreveu a enfermidade em 1817. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 a 2% da população acima dos 65 anos sofre com a doença em todo o planeta. No Brasil, as estatísticas sobem para 3,3% entre pessoas com mais de 70 anos.

A medicina ainda desconhece a causa da doença. Ela pode se desenvolver, a princípio, em qualquer pessoa, mesmo sem histórico de Parkinson na família. O que os especialistas sabem é que ela ataca os neurônios no sistema nervoso, especialmente os que estão localizados em uma região profunda do encéfalo chamada substância negra.

A doença ainda não tem cura, mas há tratamentos direcionados à maior coordenação dos movimentos pelos pacientes"Essa região abriga a maior parte dos neurônios que produzem dopamina, o neurotransmissor mais afetado pela doença, utilizado pelos neurônios para comunicar-se entre si e, assim, realizar o controle dos movimentos", explica o neurocirurgião Erich Fonoff, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP). "Por isso o parkinsoniano tem tanta dificuldade de movimentar-se."

Além da dificuldade motora, Fonoff acrescenta que o Parkinson também pode envolver outros sintomas, como dor crônica nos membros, alterações de equilíbrio e no olfato, prisão de ventre, hipersalivação, depressão e alterações de sono.

A doença ainda não tem cura, mas há tratamentos direcionados à maior coordenação dos movimentos e, consequentemente, à melhora da qualidade de vida do paciente.

Ampliando o alvo

Dentre as terapias usadas hoje no tratamento do Parkinson está a estimulação cerebral profunda (DBS, na sigla em inglês), que consiste na administração de corrente elétrica controlada para melhorar o controle dos movimentos do corpo.

A DBS - iniciada no fim da década de 1980 - tem sido usada atualmente como um recurso adicional para pacientes de doença de Parkinson em estágio avançado, ou seja, com complicações motoras incapacitantes. Pesquisa recente comprovou, no entanto, que a terapia também pode trazer benefícios para parkinsonianos em estágio intermediário.

O EarlyStim é o primeiro grande estudo multicêntrico a enfocar pacientes em fase intermediária da doença. Envolveu 251 participantes em 17 instituições na Alemanha e na França, entre 2006 e 2012. "Os resultados mostram que o tratamento traz melhoras para o paciente em relação à qualidade de vida, aos sinais motores, ao humor, ao seu ajustamento psicossocial e às atividades da vida diária", afirma o neurologista Michael Schüpbach, do Hospital Universitário Pitié-Salpêtrière, uma das instituições francesas que participaram da pesquisa.

Schüpbach explica que a DBS era recomendada só em último caso por ser invasiva: requer a implantação cirúrgica de um neuroestimulador sob a pele do peito do paciente. Esse dispositivo envia estímulos elétricos ao cérebro por meio de eletrodos também inseridos cirurgicamente sob a pele, em áreas específicas do órgão.

De acordo com Juan Carlos Varela, gerente no Brasil de uma das unidades da Medtronic - empresa que produz o neuroestimulador -, a recuperação do paciente é, em geral, rápida e o procedimento é reversível, ou seja, o dispositivo pode ser removido em caso de complicações. Uma vez dentro do paciente, o neuroestimulador pode ser programado e ajustado de forma não invasiva por um neurologista treinado, a fim de maximizar o controle dos sintomas e minimizar os efeitos colaterais.

Isto leva a outra desvantagem do DBS: o alto custo. Além dos gastos com o próprio dispositivo e a cirurgia, esse tratamento requer o acompanhamento de especialistas, entre outros recursos, para sua manutenção.

De acordo com o neurocirurgião Erich Fonoff, a estimulação cerebral profunda, aplicada no alvo corretamente escolhido, induz modificações nas oscilações cerebrais ocasionadas pela perda dos neurônios que produzem dopamina, ajudando o parkinsoniano a controlar seus movimentos e recuperar a autonomia.

Esforços brasileiros

Em estudo colaborativo envolvendo o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Sírio Libanês de São Paulo, parkinsonianos com indicação estrita de implante de DBS serão tratados comparativamente utilizando-se dois alvos diferentes, que até o momento a literatura médica sugere serem equivalentes.

Esses pacientes serão avaliados em termos de desempenho motor, eventuais mudanças de peso corporal, dosagens de neurotransmissores e seus efeitos sobre os sintomas motores e não motores da doença. "Esse estudo é muito importante para o Brasil, pois vai beneficiar muitos pacientes e produzir conhecimento de ponta partindo de instituições brasileiras", afirma Fonoff.

Fonoff: "Esse estudo é muito importante para o Brasil, pois vai beneficiar muitos pacientes e produzir conhecimento de ponta partindo de instituições brasileiras" Entre as iniciativas brasileiras recentes na área, destaca-se também um projeto de pesquisa que pretende ampliar a compreensão sobre a doença de Parkinson com a ajuda de um sensor em forma de caneta. O estudo, que já está em fase final, é coordenado pela otorrinolaringologista Silke Weber, do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Com a ajuda do equipamento - denominado caneta biométrica BiSP -, o projeto se propõe a examinar periodicamente as minúcias de movimentos manuais voluntários de pacientes parkinsonianos, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim como comparar esses dados com os de pessoas saudáveis. De acordo com Weber, a precisão dos testes realizados com ajuda da caneta tem atingido índices de até 99% de acerto.

No que tange aos tratamentos com fármacos, o Brasil começou a produzir, no início deste ano, medicamento já usado no combate ao Parkinson à base de dicloridrato de pramipexol. Essa substância tem composição molecular e função semelhantes às da dopamina. "A molécula do remédio tem efeito semelhante ao da molécula do neurotransmissor na comunicação entre os neurônios que controlam os movimentos", explica o neurocirurgião Erich Fonoff.

A produção do medicamento no Brasil é fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos/Fiocruz) e o laboratório alemão Boehringer Ingelheim. A previsão é que, em 2018, a demanda nacional do pramipexol seja totalmente atendida pela unidade da Fiocruz e distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que, além de ser boa notícia para a saúde, também trará benefícios econômicos para o país. (Déborah Araujo - Ciência Hoje On-line)

Exercício físico como controle da pressão arterial

Saiba como cuidar mais da sua saúde fazendo atividades físicas.

Obesidade, estresse, fumo, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, ingestão de sal e níveis altos de colesterol estão entre os principais fatores de risco da hipertensão arterial, doença que acomete, principalmente, homens e mulheres acima de 50 anos. Conhecida como uma doença silenciosa, a hipertensão quase não apresenta sintomas e, quando ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, como dor de cabeça, tonturas, cansaço, falta de ar ou enjoo. Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão revelam que a pressão arterial elevada já atinge 30% da população adulta brasileira e está presente em mais de 50% das pessoas na terceira idade.

Apesar de ainda não ter cura, a pressão alta pode ser controlada e evitada com algumas mudanças de hábito. De acordo com o clínico geral e fisiologista do esporte João Pinheiro (CRM-SP 74.184), o exercício físico é um forte aliado para controlar a pressão. "Fazer exercício físico diminui o percentual de gordura, controla os níveis de colesterol e a diabetes, fortalece a estrutura óssea e muscular e melhora a condição cardiovascular do indivíduo. Mas as pessoas hipertensas devem fazer uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade física", explica.

A pressão arterial é a força com que o sangue é impulsionado contra as paredes das artérias. Ela pode aumentar ou baixar dependendo da sua idade, condições do coração, emoção, atividade e medicamentos que você toma. "Se a sua pressão estiver alta, não quer dizer que você seja hipertenso. É necessário medir a pressão arterial várias vezes, enquanto estiver descansando confortavelmente, por pelo menos cinco minutos, para confirmar o diagnóstico de hipertensão", afirma o Dr. João Pinheiro.

Para que sua saúde se mantenha uniforme e sem qualquer tipo de problema é indicado que faça a medição da sua pressão arterial, pelo menos, uma vez por mês. "Quando a pressão arterial ultrapassa de forma consistente os 140/90 mmHg, considera-se que a pessoa tem pressão arterial alta", afirma o médico.

Como medir a pressão arterial?

A verificação da pressão arterial deve ser feita no consultório médico por um cardiologista ou clínico geral, através do esfigmomanômetro, aparelho que tem a função de liberar a pressão para o sangue fluir.

O médico também pode ouvir o fluxo no estetoscópio. "Caso a medida da pressão arterial seja muito alta, quer dizer que o coração está tendo que trabalhar muito, por causa das restrições nos canos, o que pode causar a hipertensão arterial", acrescenta o médico.

Exercícios físicos aliados à saúde

Existem diversas maneiras de controlar a pressão arterial e uma delas é adotar um estilo de vida saudável e ativo. Manter uma alimentação balanceada, sem a ingestão de gordura saturada e sal, praticar exercícios físicos e evitar consumir bebidas alcoólicas é o primeiro passo. "A prática regular de atividades físicas pode ajudar no tratamento para hipertensão a base de remédio ou até mesmo suspendê-lo", ressalta Pinheiro.

Os exercícios devem ser de intensidade moderada, de três a seis vezes por semana, em sessões de 30 a 60 minutos de duração. "A caminhada, corrida, natação, exercícios aeróbicos, alongamentos, bicicleta, yoga e hidroginástica são indicados para contribuir na redução da pressão sanguínea exercida sobre os vasos sanguíneos", aconselha o médico fisiologista do esporte.

É importante evitar se exercitar sob o sol muito forte ou em locais muito abafados e quentes. Use uma roupa confortável e tênis com solados altos no calcanhar para diminuir o impacto com o chão. Não deixe de tomar água antes, durante e após o exercício, principalmente se o dia estiver quente. "Não faça exercício se estiver indisposto ou com dor de cabeça e cansaço intenso. Sempre que possível, verifique sua pressão antes de se exercitar e não faça atividade física se a pressão estiver acima de 16 por 10 (160/100mmm Hg)", sugere o médico.

Lembre-se: não deixe de verificar a sua pressão arterial, principalmente se você tem histórico familiar de pressão acima de 140/90 mmHg. Procure orientação médica para começar a se cuidar e prevenir a doença. (iMirante)

Insônia é mais comum nas mulheres

Acredita-se que a mulher tenha predisposição genética a esse distúrbio.

Dormir é o momento que o corpo e a mente têm para descansar. Porém, algumas pessoas têm insônia e esse momento acaba se tornando um transtorno ? a dificuldade em iniciar ou manter o sono pode deixá-las ainda mais cansadas e sonolentas.

No caso das mulheres, isso é ainda mais comum por causa das alterações hormonais ao longo do dia a dia, seja na TPM, na gestação, na menopausa ou até mesmo na fase pós-parto, como explicou o ginecologista José Bento no Bem Estar desta terça-feira (9).

Além disso, acredita-se que a mulher tenha também uma predisposição genética a esse distúrbio. De acordo com o médico, além das preocupações das mulheres com o trabalho, filhos e com a casa, outros problemas como estresse, ansiedade e até mesmo dores causadas pela enxaqueca ou pela fibromialgia também podem dificultar o relaxamento do cérebro e causar a insônia. Em longo prazo, essa privação do sono pode aumentar o risco de doenças, como hipertensão, diabetes, depressão e até mesmo obesidade, como explicou a neurologista Andrea Bacelar.

Para contornar o problema, a neurologista Andrea Bacelar deu algumas dicas, como mostra o infográfico acima. No caso da atividade física, no entanto, vale ressaltar que ela deve ser feita, mas não antes da hora de ir para a cama - nesse momento, é importante também evitar bebidas com cola, mate e cafeína, remédios tranquilizantes e alimentos muito pesados. Além disso, é importante também não ficar na cama esperando o sono chegar - segundo a médica, ler um livro ou assistir à televisão pode ajudar a dar vontade de dormir.

Como explicaram os médicos, a mulher que tem insônia costuma manter o cérebro em estado de alerta em momentos em que essa freqüência deveria ser menor ? por isso, elas acabam despertando por causa de pequenos ruídos, como uma pessoa entrando no quarto, batendo na porta, ou até mesmo um simples latido de um cachorro ou a buzina de um carro. Por causa desses sons, ela pode ter um sono não reparador e acordar cansada - porém, como alertou a neurologista Andrea Bacelar, é importante se levantar mesmo assim para que o sono da próxima noite seja melhor já que estará "acumulado".

Além das desagradáveis olheiras, em curto prazo, os impactos desse distúrbio podem fazer a pessoa começar também a esquecer fatos recentes, ter comprometimento em sua criatividade, reduzir sua capacidade de planejar e executar, ficar desatenta, ter lentidão no raciocínio e também dificuldade de concentração.

Se a insônia se tornar crônica, pode desencadear envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e também perda crônica da memória.

No entanto, o problema é maior ainda se estiver associado a outra doença, como a depressão. Como explicou a neurologista Andrea Bacelar, os efeitos da insônia combinados com a depressão podem comprometer a saúde das mulheres, que ficam cada vez mais cansadas. Além do cansaço, a junção desses dois problemas pode também causar alterações de humor, falta de disposição, pressão alta, aumento de peso e até mesmo diabetes.

Pernas inquietas.

Depois de um dia de trabalho e cheio de atividades, todo mundo quer chegar em casa e descansar. Porém, algumas pessoas começam a ter contrações musculares involuntárias nas pernas - uma síndrome que afeta até 11% da população. A repórter Daiana Garbin mostrou a história da Vanda que, por causa da doença, só consegue dormir se tomar remédios.

Segundo a neurologista Dalva Poyares, o tratamento é importante para controlar os sintomas e a evolução do problema. Porém, é importante prestar atenção a condições clínicas, como doenças nos rins ou fígado, que podem agravar a síndroma das pernas inquietas. (Portal G1)

O que causa a perda auditiva

O barulho, e não a idade, é a principal causa da perda auditiva.

A menos que vocês tomem providências agora para proteger seus ouvidos, mais cedo ou mais tarde muitos de vocês ? e de seus filhos ? terão dificuldade para entender até mesmo simples conversas.

O barulho, e não a idade, é a principal causa da perda auditiva. A menos que vocês tomem providências agora para proteger seus ouvidos, mais cedo ou mais tarde muitos de vocês ? e de seus filhos ? terão dificuldade para entender até mesmo simples conversas. Essa perda auditiva permanente pode ser causada pelos barulhos do dia a dia que nós consideramos como fatos normais da vida.

"A triste verdade é que muitos de nós somos responsáveis por nossa própria perda auditiva", escreveu Katherine Bouton em seu novo livro, "Shouting Won't Help" ("Gritar Não Ajuda"). A causa, ela explica, é "o barulho a que nos submetemos dia após dia".

Embora haja inúmeros regulamentos para proteger as pessoas que trabalham em ambientes barulhentos, há relativamente poucos regulamentos sobre a exposição repetida ao ruído fora do ambiente de trabalho: tocadores de música portáteis, shows de rock, secadores de cabelo, sirenes, cortadores de grama, sopradores de folhas, aspiradores de pó, alarmes de carros e outras fontes incontáveis.

Nós vivemos em um mundo barulhento, e ele parece ficar mais barulhento a cada ano: depois do atendimento ruim, o barulho é a segunda principal reclamação sobre restaurantes. Os proprietários acreditam que as pessoas gastam mais em comida e bebida em locais movimentados, e muitos criaram novos locais ou revitalizaram os antigos para maximizar o nível do som. Quando me falam sobre um novo restaurante, minha primeira pergunta é: "É barulhento?". Meus amigos e eu nunca voltamos àqueles cujo barulho torna impossível conversar com quem está sentado à sua mesa.

Os ouvidos são instrumentos frágeis. Quando as ondas sonoras entram no ouvido, fazem o tímpano vibrar. As vibrações são transmitidas para a cóclea, no ouvido interno, onde um fluido as carrega para fileiras asseadamente organizadas de células ciliadas. Estas, por sua vez, estimulam as fibras nervosas, cada uma sintonizada em uma frequência diferente. Esses impulsos viajam através dos nervos auditivos até o cérebro, onde são interpretados como, por exemplo, palavras, música ou um veículo se aproximando.

Os danos a esse aparato delicado resultam tanto do volume quanto do tempo de exposição ao som. Barulhos muito altos, ou exposições crônicas ao som, mesmo que não seja particularmente alto, podem causar danos nas células ciliares, fazendo com que elas fiquem desordenadas e se degenerem. (Midia News)

Aprenda a controlar o seu consumo de sal?

Conheça algumas estratégias simples para reduzir a ingestão desse ingrediente Controlar o consumo de sal é extremamente importante. Conheça algumas estratégias simples para reduzir a ingestão desse ingrediente.

Leia as embalagens: grande parte do sal consumido está em alimentos processados. Por isso, é importante ler as embalagens dos alimentos e analisar a quantidade de sal presente ali. É mais fácil reduzir a quantidade de sal comida quando se sabe a quantidade sendo ingerida.

Substitua o sal: prefira alimentos que irão te deixar satisfeito sem acrescentar muito sal à sua dieta, como frutas e verduras.

Cuidado com o pão: pode parecer estranho, mas pães podem conter grandes quantidades de sódio. Por isso é importante comparar as diferentes formas do produto.

Evite carnes curadas: elas contêm grandes quantidades de sal. Assim é melhor evitá-las ou pelo menos preferir produtos que sejam menos salgados.

Escolha sua pizza com cuidado: pizzas feitas em restaurantes podem ser muito salgadas, devido à massa, molhos e opções de cobertura. Para evitar excessos escolha os ingredientes com atenção.

Fale com o garçom em restaurantes: escolha pratos com menores quantidades de sal e pergunte sobre as possibilidades de redução do uso do ingrediente.

O gosto pelo sódio é um comportamento aprendido, o que significa que quanto mais você come, mais você quer. Mas o reverso também é verdade. Quando você reduz a quantidade de sódio que você consome, alimentos ficam mais saborosos com o tempo. Uma dieta baixa em sal é algo que você pode controlar, explica a Dra. Linda Van Horn, da Universidade Northwestern (EUA). 

Autor: Live Science
Fonte: Boa Saúde

Obesidade: Brasileiros se alimentam mal

População tem baixo consumo de carotenoides, presentes em frutas, legumes e verduras

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima que quase 50% dos brasileiros estão acima do peso e 14%, obesos. Um motivo é a dieta pobre em frutas, legumes e verduras algo comprovado agora em pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP. De acordo com o estudo, o consumo de carotenoides, nutriente encontrado principalmente em vegetais de cor amarela, laranja e vermelha, entre brasileiros é abaixo da média ideal. Esse mau hábito tem impacto direto na saúde, porque os carotenoides fornecem vitaminas importantes, como A, essencial para os olhos, a pele e a proteção contra infecções. Os níveis prudentes de ingestão de carotenoides totais são de 9 mil a 18 mil microgramas por dia. E a pesquisa revelou que a média de consumo nacional foi de 4.117 microgramas por dia, diz o pesquisador Rodrigo Dantas Amâncio.

Ele chama de consumo prudente porque ainda não há recomendações oficiais para carotenoides.Esse grupo de substâncias começou a ser estudado mais recentemente e, portanto, não temos um valor definitivo, como já acontece com as recomendações de outras vitaminas e minerais. Mas sabemos que para haver algum efeito benéfico no organismo, deve-se consumir de 9 mil a 18 mil mcg/dia?.

As quantidades e os tipos de carotenoides variam entre alimentos. Daí a orientação de comer frutas, verduras e legumes diariamente. Os derivados do tomate, por exemplo, têm mais quantidades do carotenoide licopeno do que o tomate natural, porque o processamento, nesse caso, libera mais carotenoides. Nutriente é um protetor das células

Há diferentes carotenoides, como o betacaroteno, o licopeno e a luteína, mas todos são conhecidos por sua ação antioxidante, isto é, evitam a morte precoce das células. Mesmo assim, os brasileiros dão pouco valor a esse nutriente.

A pesquisa, feita a partir da faixa etária de 10 anos, diz que o grupo de pessoas obesas não ingere nem metade da quantidade adequada. E esse índice cai mais quando elas comem fora de casa. Além de nutrir, os carotenoides são fontes de fibras e previnem doenças. Por isso são chamados de funcionais. Em geral, é melhor comer esses alimentos ao natural ou em sucos, diz Amâncio.(O Dia)

Fumantes: Perda de 10 anos de expectativa de vida

Pesquisa sugere que parar antes dos 35 anos pode 'devolver' uma década de vida aos ex dependentes do cigarro.

Pesquisadores do St. Michael's Hospital, no Canadá, descobriram que fumantes crônicos perdem 10 anos de expectativa de vida.

O estudo sugere ainda que parar antes dos 35 anos pode ' devolver' uma década de vida aos dependentes do tabaco.

Usando dados de mais de 200 mil norte-americanos, os pesquisadores também descobriram que a taxa de mortalidade para os fumantes atuais é três vezes maior do que aqueles que nunca fumaram, com a maioria das mortes causadas por condições relacionadas ao tabagismo, tais como câncer, doenças do coração, derrames e doenças respiratórias.

Os especialistas classificaram o estudo como um marco, observando que pesquisas semelhantes nos Estados Unidos foram feitas décadas atrás, ou em grupos de pessoas que não representam a população em geral. Como o tabagismo entre as mulheres não atingiu seu pico até a década de 1980, a pesquisa é, aparentemente, também a primeira a examinar o verdadeiro impacto do uso do tabaco entre ambos os sexos.

"Isso é realmente impressionante, uma combinação de boas notícias para os não fumantes, mas altas taxas de mortalidade entre os fumantes. Nós encontramos uma triplicação da taxa de mortalidade, e os níveis entre homens e mulheres agora são muito semelhantes. Mulheres fumam como homens e morrem como homens", afirma o autor do estudo Prabhat Jha.

De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), o uso do tabaco causa cerca de 200 mil mortes por ano nos Estados Unidos, mais do que a infecção por HIV, uso de drogas ou álcool, acidentes de carro, suicídios e homicídios juntos.

Os cientistas examinaram dados sobre tabagismo de cerca de 217 mil adultos recolhidos entre 1997 e 2004 para determinar os riscos do tabagismo e os benefícios de parar de fumar.

Os não fumantes têm duas vezes mais probabilidade de viver até 80 anos em comparação aos fumantes, o que indica que o tabagismo não mata as pessoas em idade avançada, mas na meia-idade, segundo o estudo. Outra descoberta foi que os fumantes adultos que se livram do vício em idades de 25 a 34 anos, ganham cerca de 10 anos de vida em comparação com aqueles que continuam a fumar.

"Mesmo parar depois dos 55 anos de idade rende alguns anos extras aos ex-fumantes. Nunca é tarde demais para parar", conclui Jha. (Portal R7)

Câncer do colo do útero: Prevenção reduz até 9,4%

Instituto Nacional de Câncer mediu incidência e mortalidade da doença em 11 cidades.

Ações de prevenção e combate ao câncer do colo do útero e de pulmão podem reduzir a incidência deles em 9,4% e 7,2% ao ano, respectivamente. É o que aponta um levantamento divulgado ontem pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Rio, quando foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

O maior percentual de redução do câncer do colo do útero foi detectado em Curitiba. Na cidade, a queda na taxa de mortalidade por causa da doença é de 7,9% ao ano. A detecção precoce do câncer é feita com o exame de Papanicolaou.

Já o maior percentual de redução de câncer de pulmão em homens foi detectado em São Paulo. A diminuição na taxa de mortalidade na capital paulista é de 2,2% ao ano. A doença tem como principal causa o fumo.

O levantamento foi feito em 11 municípios e considerou períodos diferentes de, no mínimo, oito anos, em cada um deles. As informações vão de 1988 a 2008. "Os tipos de câncer elencados na pesquisa têm como principal causa o estilo de vida dos pacientes e a prevenção e rapidez no diagnóstico são fundamentais", disse Marceli Santos, da divisão de vigilância em câncer do Inca.

Ela afirmou que, com o documentos em mãos, os gestores de saúde poderão planejar as ações e até mesmo inverter lógicas de atendimento. "Pacientes com outros tipos de câncer poderão ter prioridade", disse.

Para o diretor do centro de oncologia do hospital Sírio-Libanês de São Paulo, Paulo Hoff, a pesquisa demonstra a necessidade de políticas distintas de saúde para atender as diferentes regiões.

"As políticas do Sul têm que ser diferentes da do Norte ou Nordeste porque, além dos fatores carcinógenos, há as questões socioculturais que têm que ser levadas em consideração para um diagnóstico", disse.  (Folha de S.Paulo)

Pressão alta atinge um em cada três brasileiros

A dificuldade do diagnóstico é pela falta de sintomas claros. Os médicos alertam para necessidade da medição da pressão pelo menos uma vez ao ano na população adulta.

Paulo Gonçalves - Campinas, SP

O coração humano bombeia em média quatro litros de sangue por minuto. É como se ele tivesse uma porta de entrada e saída. As artérias levam sangue para fora do coração e as veias trazem de volta. A pressão está no movimento de contrair e relaxar.

Quando essa pressão aumenta acima do limite o indivíduo é hipertenso. A pressão ideal é de 12.8. Acima de quatorze por nove está diagnosticada a pressão alta.

“Esse aumento da pressão vai lesando o aparelho do vaso de tal maneira que vai facilitando o aparecimento da placa de gordura na parede da artéria”, explica Otávio Rizzi Coelho, cardiologista da Unicamp.

Cerca de 300 mil brasileiros morrem, por ano, de doenças cardiovasculares como derrame e infarto. A hipertensão se tornou uma das principais causas devido ao diagnóstico difícil, pois, na maioria das vezes, não apresenta sintomas.

“Ela passa silenciosa durante muitos anos e nós só vamos descobrir a pressão alta quando temos infarto, derrame ou insuficiência renal”, completa o cardiologista.

A hipertensão não tem uma causa definida. A ciência sabe que ela pode ser genética ou desencadeada por hábitos prejudiciais à saúde como: excesso de álcool, fumo, obesidade, falta de atividade física e má alimentação.

Os médicos apontam outro vilão para o surgimento da doença: o excesso de sal na comida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão o consumo diário ideal é de apenas seis gramas por dia, o que equivale a uma colher de chá, mas a média brasileira é o dobro disso e a saúde cobra pelo exagero.

A pressão alta atinge pessoas cada vez mais jovens. Daniel Abdala Ramalho, jornalista, tem 22 anos e já convive com o problema. Faz o controle com remédios e alimentação mais saudável. “Evito muito o sal, gordura e de manhã não exagero na manteiga, um pão mais light. A minha vida melhorou muito depois que tive essa reeducação”.

Globo / Jornal Hoje